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17/10/2009

FORTALEZA DE MAZAGÃO - MARROCOS

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Dando continuidade à promessa de referenciar, aqui no meu espaço, alguns apontamentos sobre as 7 maravilhas de origem portuguesa no mundo, cabe hoje a vez da Fortaleza de Mazagão em Marrocos.

Mazagão foi uma possessão portuguesa em Marrocos, no norte da África, correspondendo à actual cidade de El Jadida, 90 km para sudoeste de Casablanca.

Fundada em 1513 como entreposto comercial, resistiu à soberania dos mouros a custa de grande esforço e investimento da Coroa portuguesa, para servir os navegadores que faziam a rota da Índia.

 

A reedificação da fortaleza foi encomendada aos maiores arquitectos italianos e espanhóis, numa altura em que se transitava da guerra com armas de arremesso  para as armas de fogo. Assim se justifica a inclinação das muralhas, que deste modo repelem impacto das armas de fogo, assim como o alargamento das ameias, para a colocação das colubrinas, canhões e demais dispositivos.

No ano de 1541, no reinado de João III de Portugal foram demolidas as estruturas defensivas existentes, que estavam ultrapassadas, sendo substituídas por outras em molde renascentista, segundo se pensa consoante o plano de Diogo de Torralva e possivelmente outros engenheiros de renome como João de Castilho. A prova da sua inexpugnabilidade foi a resistência a um forte cerco islâmico em 1562.


Em 1769, o Marquês de Pombal, estrategista durante o reinado de D. José, decidiu que toda a cidade seria transferida para a Amazônia, no Brasil, outra região sob controle português que necessitava de garantias de soberania. Assim, a fortificação foi abandonada e destruída, tendo os seus habitantes partido para o Brasil, onde fundaram a vila de Nova Mazagão (actualmente apenas Mazagão, no Amapá).

As fortificações portuguesas de Mazagão foram inscritas na lista do Património da Humanidade pela UNESCO em 2004. Do conjunto, destaca-se a sua antiga Igreja da Assunção em estilo manuelino. No entanto, a fortaleza mostra o cruzamento entre as culturas europeia e marroquina, tanto na arquitectura, como na tecnologia e no urbanismo.

 

(in Wikipedia)

 

2/7/2009

FORTALEZA DE DIU - INDIA

Esta é mais uma das 7 maravilhas portuguesas espalhadas pelo mundo.

 

A fortaleza de Diu fica localizada na ilha de Diu, ao largo da costa do estado de Guzerate, na Índia.

Situada no extremo sul da península de Katiavar, à entrada do golfo de Cambaia, é considerada pelos estudiosos de arquitectura militar como a mais importante e bem fortificada estrutura erguida no Estado Português da Índia.

Pela sua importância estratégica, foi alvo da cobiça e resistiu a inúmeros cercos e ataques de árabes, turcos, indianos e às diversas tentativas holandesas para dela se apoderarem em finais do século XVII.

A partir do século XVIII, com a crescente supremacia de outras nações do ocidente e a consequente decadência do Islão, a importância de Diu entrou em declínio.

 

As obras foram iniciadas pelo sétimo governador do Estado Português na Índia, D. Nuno da Cunha, em 20 de Novembro de 1535, estando concluída no ano seguinte.

 

Uma das primeira manifestações do estilo renascentista nas praças do Oriente português, destaca-se pela imponente muralha pelo lado de terra que ascendia a 250 metros de comprimento, reforçada por baluartes, apoiada por numerosos fortes e fortins espalhados pelos 40 quilómetros quadrados da ilha.

 

A defesa era composta, pelo lado de terra por uma primeira linha, sobre o fosso exterior, amparada pelo Baluarte de São Domingos (defendendo o Portão de Armas), pelo Baluarte de São Nicolau e pelo Baluarte de São Filipe.

A segunda linha, interna, era integrada, pelo lado de terra, pela Torre de Menagem e pelos Baluarte Cavaleiro e Baluarte de São Tiago.

Pelo lado do mar, pelos Baluarte Chato (Sueste), Baluarte de Santa Luzia (Este) e pelo lado do canal, pela Couraça, Baluarte de Santa Teresa e

Baluarte de São Jorge.

 

 

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Diu transformou-se num importante entreposto comercial na época da chegada dos portugueses à costa da Índia. Já em 1513, Afonso de Albuquerque, tentou estabelecer ali uma feitoria, sem sucesso. Algumas tentativas de conquista empreendidas por Diogo Lopes de Sequeira e por D. Nuno da Cunha, também não tiveram êxito.

 

Martim Afonso de Sousa iniciou negociações com o sultão Bahadur Xá, em 1534, vindo a obtê-la em troca de ajuda militar portuguesa prestada contra o Grão-Mogol de Déli, que o expulsara de seus domínios.

 

Livre da ameaça e arrependido da sua generosidade, Bahadur Xá pretendeu reaver Diu, matando o governador da praça, ao mesmo tempo que chamava em auxílio uma frota turca.

Ao tomar conhecimento da traição, mandou prender Bahadur, que acabou por ser morto numa refrega. Seguiu-se um período de guerra entre os portugueses e a gente do Guzerate.

O novo sultão celebrou um acordo com a Sublime Porta, e, em 1538, forças Guzerates, sob o comando de Coja Sofar, senhor de Cambaia, com o reforço de uma armada egípcia do Paxá Al Khadim, impôs cerco a Diu, defendida por tropas portuguesas sob o comando de António Silveira. Essas forças foram dispersadas com o auxílio de Martim Afonso de Sousa.

Com a sua estrutura reparada e reforçada, foi duramente castigada em novo cerco, imposto por um novo exército Guzarate, sob o comando do mesmo Coja Sofar, no Verão de 1546. Durante cinco meses os seus defensores resistiram, sob o comando de D. João da Silveira, recebendo alguns reforços e suprimentos pelo mar até que, em 11 de Novembro, um reforço naval, sob o comando de D. João de Castro, posteriormente recompensado com o cargo de quarto Vice-rei da Índia, decidiu a vitória em favor dos Portugueses.

Neste cerco, pereceram Coja Sofar e um filho de D. João de Castro, D. Fernando.

 

D. João de Castro, necessitando reconstruir as muralhas da fortaleza, arruinadas pelo cerco (segundo a sua própria informação, a fortaleza encontrava-se tão gravemente destruída que nela não havia de aproveitável um só palmo de parede), solicitou à Câmara Municipal de Goa um empréstimo de 20 mil pardaus, dando em garantia a própria barba. A Câmara liberou o empréstimo, rejeitando, no entanto, o precioso penhor. As obras de reconstrução foram conduzidas pelo mestre de pedraria Francisco Pires que, tendo saído do reino para a Índia em 1546, de passagem trouxera ainda o risco para a Fortaleza de São Sebastião na ilha de Moçambique.

A partir do século XVIII, o progresso levado pelos ingleses às cidades vizinhas do Katiavar, retiraram importância econômica a Diu, cuja importância estratégica encerrou-se ao final do século XIX com a abertura do Canal do Suez, assim como aconteceu com as costas de Oman e do Gujarate.

Finalmente, sob o ataque das forças da União Indiana, em 19 de Dezembro de 1961, sem possibilidade de receber reforços, após esgotada a sua munição, caiu. Foi diante de seus muros que se desenrolou o episódio da lancha Veja, que sucumbiu ante os ataques de duas esquadrilhas de aviões a jacto que actuaram em apoio à invasão.

 

16/6/2009

CONVENTO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS DA PENITÊNCIA – OURO PRETO - BRASIL

No dia 10 de Junho foram eleitas as 7 maravilhas de origem portuguesa no mundo.

Estas foram as vencedoras entre as 27 seleccionadas. Mas todas são símbolos extraordinários da presença e da influência dos portugueses no mundo.

Todas elas fazem parte da história de Portugal e falam: “Isso já foi Portugal”.

Porque este evento me tocou de forma especial, decidi prestar a minha insignificante homenagem a estas maravilhas, publicando aqui um resumo histórico sobre cada uma delas.

Hoje começo por uma que me tocou de forma muito especial, e mexeu com os meus sentimentos, transportando o meu pensamento para além mar, trazendo à minha memória recordações muito agradáveis.

Refiro-me ao Convento de São Francisco de Assis da Penitência em Ouro Preto.

 

 

 

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A Igreja de São Francisco de Assis, localizada em Ouro Preto, Minas Gerais, é considerada uma das obras-primas do barroco brasileiro, além de ser uma das maiores realizações do Aleijadinho (1730 - 1814). A Igreja é uma das raras construções em que o projecto, a obra escultórica e a talha são de autoria de um mesmo artista, o que confere grande unidade e harmonia ao conjunto. Não há descompassos entre arquitectura e ornamentação. Mesmo a pintura e o douramento - do forro, retábulos e laterais -, sob a responsabilidade de  Manoel da Costa Athaide (1762 - 1830), encontram-se em perfeita sintonia com o conjunto. A encomenda do risco para a igreja, feita ao então jovem escultor, arquitecto e entalhador, se efectiva em 1766, logo após a morte do pai do artista, importante arquitecto e mestre de obras local. O Aleijadinho altera o plano primeiro da igreja, arredondando-lhe as torres e elaborando novo frontispício e ornamentos para as fachadas, que se enriquecem em graça e detalhes pela mestria com que maneja a arte do cinzel.

Os modelos barrocos europeus se aclimatam e se desenvolvem no Brasil ao longo do século XVIII, resvalando em soluções rococó - mais leves, simples e suaves - nas vilas e cidades de Minas Gerais a partir de 1760. Aí, as construções perdem suas feições monumentais, e os templos adquirem toques intimistas e dimensões reduzidas. A decoração em pedra-sabão constitui outro traço peculiar e original do barroco mineiro que se expande por diversos núcleos de mineração da colónia. A vida urbana de Vila Rica (elevada à categoria de cidade em 1714 e baptizada Ouro Preto, em 1897) abriga uma população heterogénea, um intenso comércio e diversos tipos de artes: música, literatura (os integrantes da Arcádia), arquitectura, pintura e escultura. A predominância de mulatos nas artes plásticas mineiras, nesse período, é explicada em função da relativa liberdade desse segmento na obtenção de serviços que não podem ser feitos nem pelos escravos, nem pelos brancos, que não realizam trabalhos manuais. É nesse ambiente urbano que surgem novos profissionais, como o Aleijadinho, cujo aprendizado se dá pela prática no canteiro de obras, na elaboração de riscos, na escultura em pedra-sabão e na talha de altares. O contacto com artistas mais experientes é outro factor decisivo na formação do artista: além de seu pai, Manuel Francisco Lisboa, ele se beneficia das relações com João Gomes Batista (desenhista e medalhista), e com José Coelho de Noronha e Francisco Xavier de Britto (entalhadores).

O conjunto da Igreja de São Francisco de Assis, com suas proporções reduzidas, arquitectura e decoração, constitui um exemplo bem acabado dos contornos que o rococó europeu adquire entre nós, podendo ser descrito como uma sequência integrada de três volumes - nave, capela-mor e sacristia - de proporções harmónicas e ornamentação sóbria. A decoração, com anjos, elementos vegetais, fitas, guirlandas e entrelaçados em madeira e pedra-sabão, confere movimento e dinamismo à obra. A planta da igreja mostra um espaço modelado por superfícies convexas, em que as torres cilíndricas, recuadas, conectam de modo subtil o frontispício e o corpo da igreja. A elevação principal é outro elemento a dotar de leveza o conjunto, que parece menor do que efectivamente é. A solução de recuar as torres - que são deslocadas do plano da fachada a partir de uma espécie de movimento em rotação - dá destaque ao frontispício. Na composição deste, a portada ocupa lugar central, dominando a superfície entre as duas janelas do coro. O medalhão, no alto, permite aferir a mão precisa do entalhador.

No interior da igreja, a luz difusa é filtrada pelas janelas laterais. As quatro janelas do coro, por sua vez, jogam a luz em direcção ao teto da nave central, pintado por Athaide. Os púlpitos são instalados no arco-cruzeiro, na passagem da nave para a capela, o que promove uma perfeita articulação dos espaços. Em pedra-sabão, os púlpitos dialogam com as talhas. A talha do retábulo, por exemplo, se articula às existentes nos quatro cantos do forro, com medalhões ao centro, em que figuram os santos da ordem em semi-relevo. No retábulo e em suas duas colunas laterais, o ouro sobre fundo palha ameniza os contrastes. A Santíssima Trindade do retábulo, com a virgem ao centro, mostra-se uma peça de grande valor escultórico. Nela destacam-se a ênfase nas expressões faciais das figuras e os efeitos dos olhos, característicos das esculturas do Aleijadinho. O motivo da lua crescente com as pontas voltadas para baixo, que arremata a peça, repete-se no forro de Athaide, acentuando o diálogo entre escultura e pintura.

As portadas, púlpitos e lavatórios da Igreja de São Francisco de Assis são consideradas obras maiores da escultura em pedra sabão. Germain Bazin, referindo-se ao retábulo e ao conjunto da capela-mor da igreja, declara ser surpreendente que "a realização mais perfeita desse rococó português aconteça no Brasil, e não na metrópole, e que seja devida a um mestiço". Vale lembrar que essa significativa presença mulata nas artes do período é lida por diversos intérpretes - Mário de Andrade (1893 - 1945), Gilberto Freyre (1900 - 1987) e Roger Bastide (1898 - 1974), por exemplo - como o factor determinante da particularidade do barroco em Minas Gerais.

 

28/5/2008

Sabia Que....

1.- Qual a origem do OK...
Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: " O Killed " ( zero mortos ).. Daí surgiu a expressão " O.K. ". Para indicar que tudo está bem.

2.- Quem são os "PEPE's" em Espanha...
Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao se referir a São José, diziam sempre " Pater Putativus ", ( ou seja: "Pai Suposto" ) abreviando em P.P .". Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os "José" de "Pepe". 
 
3.- Quem são os reis do baralho de cartas...
 Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história:
. Espadas: Rei David ( Israel )
. Paus: Alexandre Magno ( Grécia/Macedónia )
. Copas: Carlos Magno ( França )
. Ouros: Júlio César ( Roma )
 
4.- Kamelos em grego...
No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito " é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus "... O problema é que São Jerónimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra " kamelos " como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A ideia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?
 
5.- Kan Ghu Ru não significa canguru...
Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, assustaram-se ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo ( os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos ) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio sempre repetia " Kan Ghu Ru ", e portanto o adaptaram ao inglês, " kangaroo" ( canguru ).
Depois, os linguistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo ".
  
6.- Yucatán para indígenas mexicanos...
A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar, e o índio respondeu " Yucatán ". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando " Não sou daqui ".
 
7.- Quem é Pedro Ivo...
Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada "PEDRO IVO". Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D.Pedro I, que quando foi rei de Portugal, foi aclamado como "Pedro IV" (quarto).
Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um " O " no final do nome. O erro permanece até hoje.
 
Acredite se quiser.....